sexta-feira, dezembro 25, 2009
quarta-feira, dezembro 09, 2009
Olá Oli
já vi que me vieste visitar... e me deixaste um visual novo
e uma "pintura" de areia, linda :)
e voltaste a pôr o contador de visitantes que devo ter comido um dia qualquer ao pequeno almoço :)
estás absolutamente proibido de desaparecer, ouviste?
quem é que depois ajuda esta tua amiga meio louca?
vê se te pões bom depressa!
um beijo
e uma "pintura" de areia, linda :)
e voltaste a pôr o contador de visitantes que devo ter comido um dia qualquer ao pequeno almoço :)
estás absolutamente proibido de desaparecer, ouviste?
quem é que depois ajuda esta tua amiga meio louca?
vê se te pões bom depressa!
um beijo
domingo, novembro 29, 2009
sexta-feira, novembro 27, 2009
Coincidência... destino?
Alguém me dizia há pouco... não existem coincidências. E destino? Um livro com mais ou menos páginas, onde toda a nossa vida estaria previamente traçada?
Acredito que existirá uma ordem natural, programada pelo Universo, pela Força criadora de todas as coisas, traduzida em acontecimentos previstos ou imprevistos, mais ou menos inevitáveis.
Para além dessa inevitabilidade, o que foi, é, ou será a nossa vida, será sempre o que resultar da nossa capacidade de escolha, do nosso poder de decisão. Perante qualquer situação temos quase sempre mais que uma possibilidade de escolha, mais do que um caminho a percorrer. É nessa capacidade com que fomos dotados, que também acredito. É ela que nos torna responsáveis pelo nosso "destino", e apenas cada um de nós, pela sua luta, pela sua persistência e coragem, pela sua vontade, pela sua decisão e capacidade de acreditar, é responsável por ele.
E acredito também, sem qualquer rótulo ou confirmação científica, na força dos nossos desejos e dos nossos sentimentos.
Não acho por isso que tenha sido coincidência nem destino, quando aconteceu regressares de mansinho, inesperado mas esperado... e és o momento, aquele que nunca deixei de desejar.
E esvoaçam as asas alvoraçadas dos meus sentidos, e dentro de mim as palavras são bailado, são torrente... não as alcanço, diluem-se na minha mente. E sinto-me tonta, leve, pássaro, borboleta.
E se a alma se ouve, se é gente... então foi ela que dentro de mim se tornou sangue, músculo, veias e pulou e dançou e me inundou, pulsando loucamente.
segunda-feira, novembro 16, 2009
feminismo versus maxismo

Tenho um amigo, que meio a sério, meio a brincar, insiste em classificar-me como "feminista".
Apesar das inumeras discussões sobre o assunto nunca fiquei completamente esclarecida sobre as razões do rótulo com laivos pejorativos que resolveu colar à minha pessoa.
No entanto, e com pouco receio de errar, penso que tem a ver com a minha completa discordância sobre aquilo que ele considera ser uma "mulher às direitas" e cito:
"mulher, Mulher está à minha espera quando chego a casa, cansadinho de um dia cheio de reuniões..." e completo: onde a maior parte das vezes se discute o sexo dos anjos, não se chega a conclusão nenhuma que valha a pena e ainda se gasta o dinheirito dos contribuintes, caso se trate de funcionário público... que é o caso.
E a triste figura do exemplar do sexo masculino , mostrando a sua parte menos digna ao utilizar um respiradouro com a finalidade de assaltar um supermercado, será exemplo de quê?
falta
és a água que eu queria beber
e que tentação de em ti me saciar
é como se te visse na fonte a correr
e eu feita de pedra sem te poder chegar
e que tentação de em ti me saciar
é como se te visse na fonte a correr
e eu feita de pedra sem te poder chegar
domingo, novembro 15, 2009
Seus Olhos
Seus olhos - que eu sei pintar
O que os meus olhos cegou –
Não tinham luz de brilhar,
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.
Divino, eterno! - e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, um só momento que a vi,
Queimar toda a alma senti...
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi.
Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'
O que os meus olhos cegou –
Não tinham luz de brilhar,
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.
Divino, eterno! - e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, um só momento que a vi,
Queimar toda a alma senti...
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi.
Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'
terça-feira, outubro 20, 2009
A um motard
o vento no rosto
o cheiro da mata
cabelos ao vento
sou flecha sem arco
no alto do monte
onde tudo abarco
num amplo abraço
que é arte em si
que é amor em mi
que é sol em fá
ali me deito
ali repouso
e com o manto
do céu imenso
me tapo
.
o cheiro da mata
cabelos ao vento
sou flecha sem arco
no alto do monte
onde tudo abarco
num amplo abraço
que é arte em si
que é amor em mi
que é sol em fá
ali me deito
ali repouso
e com o manto
do céu imenso
me tapo
.
Se eu não te amasse tanto assim
Há momentos na vida em que sentimos tanta saudade de algumas pessoas, que gostaríamos de tirá-las dos nossos sonhos e envolvê-las num abraço.
segunda-feira, outubro 19, 2009
Quadra solta
Alguém me chamou sol...
quem dera que o meu sorriso
fosse como que um farol
guiando quem anda perdido...
quem dera que o meu sorriso
fosse como que um farol
guiando quem anda perdido...
sábado, outubro 10, 2009
Um dia... talvez
Um dia... se alguma vez te esquecer
vou pintar-me de azul
para te lembrar
Talvez... para nunca te esquecer
coma apenas chocolate
para te saborear
Então... quando te esquecer
vou escrever-te um poema
e saberei o que dizer
Talvez rime palavras de paixão
fale de beijos quentes e de sôfregos abraços
e deixe falar o coração
Talvez use pérolas, cite Pessoa
talvez fume e ria e beba apenas chá
e fique a falar de amor até que doa
Um dia, sem nunca te esquecer...
vou pintar-me de azul
para te lembrar
Talvez... para nunca te esquecer
coma apenas chocolate
para te saborear
Então... quando te esquecer
vou escrever-te um poema
e saberei o que dizer
Talvez rime palavras de paixão
fale de beijos quentes e de sôfregos abraços
e deixe falar o coração
Talvez use pérolas, cite Pessoa
talvez fume e ria e beba apenas chá
e fique a falar de amor até que doa
Um dia, sem nunca te esquecer...
Für Fritz
sabes o que te posso oferecer e continuar a possuir?
as minhas próprias palavras
e com elas poder dizer-te
que nunca considerei perdido o tempo que estive contigo
e que são apenas teus e meus os momentos em que te lembro
que são de todos os dias até que um dia o não sejam
ou quem sabe?
o sejam para sempre...
as minhas próprias palavras
e com elas poder dizer-te
que nunca considerei perdido o tempo que estive contigo
e que são apenas teus e meus os momentos em que te lembro
que são de todos os dias até que um dia o não sejam
ou quem sabe?
o sejam para sempre...
sábado, agosto 08, 2009
Nunca Vou Deixar de Te Amar
Ontem tratei-te mal, coração... não deixei que os meus olhos chorassem...
Acordei na semi-penumbra do meu quarto.
Como sempre, entreabri a janela e voltei a deitar-me um pouco. Nunca me canso da tela azul do céu, nem de ti, meu choupo, convidando-me a sorrir.
Havia brisa, que me trouxe o marulhar das tuas folhas...
E voltei a ouvir o teu silêncio, quando em silêncio o ouviste também...
E abriu-se então mansamente o oceano preso nos meus olhos...
Nunca vou deixar de te amar.
Acordei na semi-penumbra do meu quarto.
Como sempre, entreabri a janela e voltei a deitar-me um pouco. Nunca me canso da tela azul do céu, nem de ti, meu choupo, convidando-me a sorrir.
Havia brisa, que me trouxe o marulhar das tuas folhas...
E voltei a ouvir o teu silêncio, quando em silêncio o ouviste também...
E abriu-se então mansamente o oceano preso nos meus olhos...
Nunca vou deixar de te amar.
segunda-feira, agosto 03, 2009
domingo, agosto 02, 2009
Guarda-Jóias
Estavam lá há muito.
Esquecidas no fundo do pequeno guarda-jóias.
Juntamente com memórias de noites de chachacha, dos anos 70...80, anos de juventude, de alegria e descoberta.
Lembrei-me delas, não sei bem como, nem porquê...
Talvez porque são lindas... dizem que também sábias e imortais e quero que também mágicas...
Ou apenas, porque me fazem sentir bonita...
E nunca nua...quando ponho um colar de pérolas.
sábado, agosto 01, 2009
Colar de Pérolas
Eu tenho um colar de pérolas
Enfiado para te dar:
As pérolas são os meus beijos,
O fio é o meu pesar.
Fernando Pessoa
Enfiado para te dar:
As pérolas são os meus beijos,
O fio é o meu pesar.
Fernando Pessoa
sexta-feira, julho 24, 2009
sexta-feira, julho 10, 2009
quarta-feira, julho 08, 2009
segunda-feira, julho 06, 2009
2 de Julho de 2009
quarta-feira, junho 24, 2009
desassossego
é um tal desassossego isto que eu sinto
que não sei mais quem sou
não me conheço
vivo de momentos nossos
de lembranças
afogo-me no meu próprio sentimento
que já nunca me obedece
nem se cala...
olho-me no espelho das memórias
e aí me aprisiono
me alimento
peço clemência ao tempo
pra minha alma
que ora vai em frente e luta
ora se queda...
e nas cinzas da saudade
só a tua luz ténue afaga
este meu desassossego...
.
que não sei mais quem sou
não me conheço
vivo de momentos nossos
de lembranças
afogo-me no meu próprio sentimento
que já nunca me obedece
nem se cala...
olho-me no espelho das memórias
e aí me aprisiono
me alimento
peço clemência ao tempo
pra minha alma
que ora vai em frente e luta
ora se queda...
e nas cinzas da saudade
só a tua luz ténue afaga
este meu desassossego...
.
quarta-feira, junho 17, 2009
CitaçõeS
"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudade, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"
Fernando Pessoa
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudade, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"
Fernando Pessoa
segunda-feira, junho 15, 2009
10 de Junho de 2009
domingo, junho 14, 2009
chUva
...chovia pela manhã... uma chuva quente que quase não tocava o corpo... havia no ar aquele aroma bom a terra molhada...
... não quero sentir-me triste... não quero sentir falta do que afinal nunca tive...
.
... não quero sentir-me triste... não quero sentir falta do que afinal nunca tive...
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terça-feira, junho 09, 2009
Se Fosses Árvore

Assim te sinto
alto, aprumado, frondoso e só,
assim te queria
de folha perene, árvore que o vento
não dissolva, nem extinga.
Assim me sinto
abrigada em ti, quando o tempo
deixa de ter tempo
e me deixas ser folha nos teus braços
e me sinto fruto maduro, agridoce.
Deixa que a noite chegue,
e na tua sombra reclinada
deixa-me ficar
assim,
como que uma flor desfolhada.
.
domingo, junho 07, 2009
Ausência
" A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, assim como o vento apaga as velas, mas atiça as fogueiras."
.
.
domingo, maio 31, 2009
Saudade
Sentimentos.
Não se gerem, como se de contratos comerciais se tratasse.
Porque são sempre difíceis de analisar, porque é difícil encontrar o equilíbrio entre a razão e a emoção.
Mas se nos detivermos e pensarmos um pouco, talvez possamos concluir que há duas formas de lidar com eles.
De uma forma positiva, o que nos faz sentir bem, ou de uma forma negativa o que nos leva a sentir verdadeiramente miseráveis.
Assim é com esse sentimento, por vezes tão intenso, de ausência, de falta, que é a saudade.
Se ele nos faz sentir tristes e amargurados, então é o nosso sistema emocional que nos está avisando que, de alguma forma, nos estamos a desviar das boas vibrações, das boas energias.
A atitude correcta é parar para pensar e avaliar o que se sente e porque se sente.
Não se sente saudade do que é desagradável, do que nada significa para nós.
Quando sentimos saudade de alguém, é porque se gosta, é porque esse alguém faz parte da nossa vida, é porque ele está dentro de nós, embora fisicamente ausente.
É porque afinal não estamos sós.
sexta-feira, maio 29, 2009
Escolhas
Podemos querer mandar, dizer à vida que chega, mas a vida, sábia de tão velha, ri-se de ti.
Porque, tal como tu, ela sabe que o coração não muda.
Sabe que escolherás amar, mesmo sabendo que vais sofrer.
.
terça-feira, maio 26, 2009
TEIAS
mesmo que assim
o quisessemos
já não seríamos nunca
duas pessoas distintas
ficarão sempre estas teias
enredadas em quimeras
em palavras de cores lindas
e em melodias perfeitas
o quisessemos
já não seríamos nunca
duas pessoas distintas
ficarão sempre estas teias
enredadas em quimeras
em palavras de cores lindas
e em melodias perfeitas
terça-feira, maio 19, 2009
O Mágico Poder Da Imaginação
e ali estavam eles sentados no chão,
uma manta vermelha, quatro paredes,
um bule de chá, um par de barretes,
corpos suados, aroma de velas,
uma caixa de música e algumas telas,
e havia sorrisos e confidências
vontade de estar, de não haver tempo,
e o tempo partiu e também os limites
e ficou o céu e a lua e as estrelas
e um campo de infinitos mal-me-queres.
uma manta vermelha, quatro paredes,
um bule de chá, um par de barretes,
corpos suados, aroma de velas,
uma caixa de música e algumas telas,
e havia sorrisos e confidências
vontade de estar, de não haver tempo,
e o tempo partiu e também os limites
e ficou o céu e a lua e as estrelas
e um campo de infinitos mal-me-queres.
domingo, maio 17, 2009
porque hoje é domingo
Hoje volta a ser domingo
nascido como um dia perfeito
para beijos e abraços demorados
p'ra conversas soltas sem cansaços
p'ra silêncios preguiçosos de mãos dadas
Mas permaneça embora
a estrada deserta no meu peito
hoje está destinado a ser domingo
não estou alegre nem estou triste
canto apenas o momento que existe
.
nascido como um dia perfeito
para beijos e abraços demorados
p'ra conversas soltas sem cansaços
p'ra silêncios preguiçosos de mãos dadas
Mas permaneça embora
a estrada deserta no meu peito
hoje está destinado a ser domingo
não estou alegre nem estou triste
canto apenas o momento que existe
.
sexta-feira, maio 15, 2009
Nunca façaS
"Nunca faças florescer um sorriso dizendo... adoro-te, para mais tarde criares uma lágrima dizendo... esquece-me."
.
quarta-feira, maio 13, 2009
segunda-feira, maio 11, 2009
VivênciaS
... e como se ele fosse o seu homem (embora nenhum deles o soubesse), ela abandonou-se mulher, como um fruto maduro de outono, oferecendo a sua polpa madura, sumarenta e nutritiva...
... e ele a recebeu, tão natural, que nem um nem outro se apercebeu da entrada da vida nas suas vidas...
... e ela como uma flor, ofertou-lhe as suas pétalas, os seus aromas, e ondolou sobre o seu caule...
... e tudo ele recebeu... e deu em troca...
... e a magia aconteceu.
Querer
"You can chain me, you can torture me, you can even destroy this body, but you will never imprision my mind" - Gandhi
Temos o poder de ser aquilo que quisermos ser. Só precisamos de saber usar o que possuimos: o poder da nossa mente. Saber como utilizar esse poder de forma correcta. Ouvir os avisos que a nossa mente nos envia, não criando expectativas exageradas, não alimentando ilusões.
Devemos ter a sabedoria suficiente para encontrar o equilíbrio entre o consciente, a parte racional da nossa mente que nos permite analisar, deduzir, seleccionar, e o inconsciente que tende a aceitar como real aquilo que racionalmente arquitectamos.
A força do nosso pensamento é poderosa: atraímos aquilo que tememos.
Se nos sentirmos bem connosco e com os outros, o bem virá.
Se conseguirmos ser suficientemente sensatos para aceitar que temos muitas qualidades, assim como muitas limitações, vamos crescendo, vamos percorrendo o nosso caminho com paz interior, com harmonia.
Vamos sendo cada vez mais capazes de perceber e de aceitar as dádivas que o Universo nos oferece abundante e gratuitamente.
Vamos saber valorizar mais o dar, para melhor poder apreciar o receber.
Vamos deixar que a nossa energia, que é o espelho daquilo que somos, daquilo em que acreditamos, atraia a energia com o mesmo padrão.
Sejamos pacientes, persistentes, sem nunca deixar de acreditar.
Vamos tentar dar o dobro daquilo que gostaríamos de receber.
Vamos querer.
quinta-feira, abril 30, 2009
De Uma Mulher Para Outra
"Tem sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece,
os dias convertem-se em anos...
Mas o que é importante não muda;
A tua força e convicção não têm idade.
O teu espírito é como uma teia de aranha,
atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada conquista, vem um novo desafio.
Enquanto estiveres viva, sente-te viva.
Se sentes saudades do que fazias, volta a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amarelecidas.
Continua, quando todos esperam que desistas,
não deixes que enferruje o ferro em ti.
Faz com que, em vez de pena, te tenham respeito.
Quando não conseguires correr atrás dos anos,
Trota
Quando não conseguires trotar,
Caminha
Quando não conseguires caminhar,
usa bengala.
Mas nunca te detenhas!!! "
Madre Teresa de Calcutá
os dias convertem-se em anos...
Mas o que é importante não muda;
A tua força e convicção não têm idade.
O teu espírito é como uma teia de aranha,
atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada conquista, vem um novo desafio.
Enquanto estiveres viva, sente-te viva.
Se sentes saudades do que fazias, volta a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amarelecidas.
Continua, quando todos esperam que desistas,
não deixes que enferruje o ferro em ti.
Faz com que, em vez de pena, te tenham respeito.
Quando não conseguires correr atrás dos anos,
Trota
Quando não conseguires trotar,
Caminha
Quando não conseguires caminhar,
usa bengala.
Mas nunca te detenhas!!! "
Madre Teresa de Calcutá
segunda-feira, abril 27, 2009
quinta-feira, abril 23, 2009
Amstel Dam
Há lugares assim. Chegamos onde nunca estivemos, e embora o manto da noite já tenha caído e haja sombras e formas difusas, sentimo-nos em casa.
Dão-se beijos e abraços a quem amamos e não viamos há tempo demais.
E vem o dia, depois da noite mal dormida, e partimos à descoberta do que já adivinháramos.
Não se contam os passos, são tantos que baralhariamos as contas. Deixamo-nos ir, com os barcos no seu vai-vem circular como guias. E não tarda a vir a pena, mascarada de inveja, de nunca se ter conseguido fazer as curvas em cima de duas rodas. Deve ser bom, fazer parte daquele cortejo interminável e silencioso. Valeu a boleia, sentada à menina, pelas veredas do parque.
E vieram mais quatro noites mal dormidas, compensadas por quatro dias cheios das cores garridas de uma variedade imensa de flores, de árvores engalanadas de cor-de-rosa, da calma das manhãs escorrendo ao ritmo lento das fitas de água que refrescam o ar.
E valeu o descanso na relva dos parques, revendo no céu ensolarado a noite estrelada do Vincent. Ficou a desilusão de não estar lá, na terra de água, a rapariga enfeitada com o brinco de pérola. Gostava de a ter sentido.
E valeu a cerveja bebida ao cair da tarde, nas esplanadas penduradas em cada ponte. São tantas, as pontes... não deu para contar. E o rosé, com salpicos de conversa amena, mesmo ali à beira do museu do cinema, aquecidos por um sol a lembrar o nosso canto.
E valeu a noite, pontilhada de luzes vermelhas, à volta da igreja que lhes deu guarida, enfeitada de cisnes brancos, donos nocturnos do canal. Lugar de contrastes, e também de várias leituras, conforme os olhos com que se lê.
E vimos reis e rainhas e cavalos e torres e peões a serem movidos ao sabor do pensamento, ali mesmo, no chão axadrezado, e pequenos dragões acampados no relvado, e gatos, muitos gatos, donos de muitas janelas de casas de paredes desalinhadas, tão antigas como a sua história.
E rimos de memórias antigas, que alguém chamou de nostalgias. E sentimos no ar aquele aroma de beijos, a lembrar a vontade de ter alguém por perto.
Ficou a vontade de voltar um dia...
quinta-feira, abril 16, 2009
Aí vou eu Amsterdam
... que excitação... parece sempre a primeira vez... esta hora que antecede pegar na mal e rumar ao aeroporto é fantástica!
... tal como ontem... é sempre como se fosse a primeira vez... às vezes a ansiedade fica um bocadinho a mais... baralha os sentidos...
... agora vou... voltarei com as fotos...
... tal como ontem... é sempre como se fosse a primeira vez... às vezes a ansiedade fica um bocadinho a mais... baralha os sentidos...
... agora vou... voltarei com as fotos...
sábado, abril 11, 2009
quarta-feira, abril 01, 2009
QuereR
espero sim
não pretendo mentir
e quero também
quero muito
ou pouco
mais do que tenho
seguramente
serei exigente
como alguém
pretende que seja
querer pouco
quando não se quer
porque se perdeu
é acabar
desistir
não quero essa doença
esse contágio
quero querer
muito
e sempre
não pretendo mentir
e quero também
quero muito
ou pouco
mais do que tenho
seguramente
serei exigente
como alguém
pretende que seja
querer pouco
quando não se quer
porque se perdeu
é acabar
desistir
não quero essa doença
esse contágio
quero querer
muito
e sempre
terça-feira, março 31, 2009
Mulher
"Só quando os homens chegam a uma certa idade é que podem dizer com certeza que as mulheres são melhores que eles em tudo - mesmo na bola, a carregar pianos a lutar com jacarés ou nas outras coisas em que ganhávamos quando éramos mais novos, brutos e fortes.
Quando se é adolescente, desconfia-se que elas são melhores. Nos vintes, fica-se com a certeza. Nos trintas, aprende-se a disfarçar. Nos quarentas, ganha-se juizo e desiste-se. Nos cinquentas, começa-se a dar graças a Deus que seja assim. Os homens que discordam são os que não são capazes de aprender com as mulheres (por exemplo, a serem homenzinhos), por medo ou vaidade ou estupidez. Geralmente as três coisas.
Desde pequenino, habituei-me que havia sempre pelo menos uma mulher melhor do que eu. Começou logo com a minha linda e maravilhosa mãe, cuja superioridade - que condescendia, por amor, em esconder de vez em quando - tem vindo a revelar-se cada vez mais. As mulheres são melhores e estão fartas de sabê-lo. Mas, como os gatos, sabem que ganham em esconder a superioridade. Os desgraçados dos cães, tal como os homens, são tão inseguros e sedentos de aprovação que se deixam treinar.
Resultado: fartam-se de trabalhar e de fazer figuras tristes, nas casas e nas caças e nos circos. Os gatos, sendo muito mais inteligentes, acrobatas e jeitosos, sabem muito bem que o exibicionismo vão leva à escravatura vil.
Isto não é conversa de engate. É até um tira-tesões. Mas é a verdade. E é bonita."
.
08.03.2009, Miguel Esteves Cardoso-Ainda Ontem
quinta-feira, março 19, 2009
ApelO
Peço desculpa a quem continua a ter pachorra para me visitar, pelo silêncio do meu Hippocrenejm... acontecem destas coisas a quem pouco percebe disto... os meus videos entraram em greve e resolveram calar o bico... ando a tentar perceber porquê, mas até agora népia rsrsrs .
Se por acaso algum bloguista a sério, tiver alguma ideia da causa da "coisa" agradece-se do coração um lamiré mascarado de comentário.
Inté
segunda-feira, março 16, 2009
ConflitoS
"Nas (muitas) alturas em que a mente e o coração entram em dissonância, infelizmente é raro o segundo sair vitorioso.
Sim, é raro deixarmo-nos levar pela emoção, pelos nossos instintos, ou seja por nós mesmos.
Preferimos responder com rebuscados planos que partiram da nossa mente carregada de ideias e preconceitos que nos foram passados e que francamente não nos pertencem.
Conseguimos sempre encontrar muito boas justificações para tudo, inclusivamente para a nossa postura excessivamente crítica e analítica.
Já fomos magoados, a vida até nem é fácil, mas nada justifica o facto de termos desistido de nós mesmos.
Se deixarmos de ouvir o nosso coração, é o mesmo que nos abandonarmos."
.
(texto retirado da net)
sexta-feira, março 13, 2009
SAWABONA
Sawabona (eu te respeito, eu te valorizo, você é importante para mim)
Shikoba (então eu existo para você)
Shikoba (então eu existo para você)
"Não foi apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milénio.
As relações afectivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem estar.
A ideia de uma pessoa ser o remédio da nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fracção e precisamos encontrar a nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher.
Ela abandona suas caracteristicas, para se amalgamar ao projecto masculino.
A teoria de ligação entre opostos também vem dessa raíz: o outro tem que saber fazer o que eu não sei, se sou manso ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria.
Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas.
Elas estão começando a perceber que se sentem fracção, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fracção. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma.
É apenas um companheiro de viagem.
O Homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem que se ir reciclando para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta com a energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar a sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afectiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afectivas são optimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.
Cada cérebro é único. O nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes pensamos que o outro é nossa alma gémea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deviam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.
Ao perceber isso ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém. Algumas vezes temos de aprender a nos perdoar a nós mesmos..."
.
de Flávio Gikovate (Médico psicanalista)
quarta-feira, março 11, 2009
Quando O Coração Chora
de Nazaré Alves
Na garganta tenho um nó
Que não me deixa falar.
No peito? Sinto o que dói
Quando queremos gritar.
...
Que faço então?
Continuo correndo,
Enquanto as forças
Deixando me vão?
Será que nasci
Com algum defeito,
E para viver
Não tenho jeito?
Mesmo assim
Correndo eu vou...
.
Na garganta tenho um nó
Que não me deixa falar.
No peito? Sinto o que dói
Quando queremos gritar.
...
Que faço então?
Continuo correndo,
Enquanto as forças
Deixando me vão?
Será que nasci
Com algum defeito,
E para viver
Não tenho jeito?
Mesmo assim
Correndo eu vou...
.
terça-feira, março 10, 2009
Oli says...
... não tens memória?
... não te lembras da palavra loba? As lobas não sofrem... caçam!
... não tens juizo? ... romântica assolapada...
... desliga de tudo... assim já não doi...
... passa para o nível superior,
- és mulher
- tens nível
- toda a gente se esta cagando para o teu sofrimento!!!
... vive
... ao menos isso...
... recomeça... reaprende...
... os homens são um meio... não a solução.
My dearest, courageous and intelligent friend... thanks and God bless you...
.
... não te lembras da palavra loba? As lobas não sofrem... caçam!
... não tens juizo? ... romântica assolapada...
... desliga de tudo... assim já não doi...
... passa para o nível superior,
- és mulher
- tens nível
- toda a gente se esta cagando para o teu sofrimento!!!
... vive
... ao menos isso...
... recomeça... reaprende...
... os homens são um meio... não a solução.
My dearest, courageous and intelligent friend... thanks and God bless you...
.
quarta-feira, março 04, 2009
Monólogos De Uma Louca
eu quero: tudo aquilo que tenho e que hei-de vir a ter
eu tenho: saúde, vontade de viver
eu acho: que às vezes sou uma chata, thanks ao pessoal que me atura
eu odeio: traições, mentiras e hipocrisias
eu sinto: tudo o que há para sentir
eu escuto: vozes e silêncios
eu cheiro: obviamente a "erva de", a magnólia e às vezes a outros cheiros...
eu imploro: sempre que há lua cheia... e não só
eu procuro: aquilo que duvido que exista
eu arrependo-me: de tudo o que não fiz... e valia a pena ter feito
eu amo: a mim mesma e a quem me ama
eu sinto dor: quando tenho perda
eu sinto a falta: do sol, quando ele imigra
eu importo-me: com os outros
eu sempre fui: saudavelmente louca
eu não fico: nada feliz quando se esquecem que eu existo
eu acredito: que chego lá
eu danço: sozinha
eu canto: em alto som quando viajo sozinha de automovel
eu choro: de novo
eu falho: quando digo que vou desaparecer
eu luto: por aquilo que quero muito
eu escrevo: para me dizer, sem falar
eu pinto: para me convencer que não sei pintar
eu ganho: sabedoria todos os dias
eu perco: a cabeça, por viajar
eu confundo-me: quando concluo que nada sei
eu estou: à procura de uma palavra nova
eu fico feliz: quando começo o dia a sorrir
eu tenho esperança: de nunca ficar careca oié
eu preciso: que me gostem
eu deveria: nunca ter embarcado neste monólogo rsrsr
.
eu tenho: saúde, vontade de viver
eu acho: que às vezes sou uma chata, thanks ao pessoal que me atura
eu odeio: traições, mentiras e hipocrisias
eu sinto: tudo o que há para sentir
eu escuto: vozes e silêncios
eu cheiro: obviamente a "erva de", a magnólia e às vezes a outros cheiros...
eu imploro: sempre que há lua cheia... e não só
eu procuro: aquilo que duvido que exista
eu arrependo-me: de tudo o que não fiz... e valia a pena ter feito
eu amo: a mim mesma e a quem me ama
eu sinto dor: quando tenho perda
eu sinto a falta: do sol, quando ele imigra
eu importo-me: com os outros
eu sempre fui: saudavelmente louca
eu não fico: nada feliz quando se esquecem que eu existo
eu acredito: que chego lá
eu danço: sozinha
eu canto: em alto som quando viajo sozinha de automovel
eu choro: de novo
eu falho: quando digo que vou desaparecer
eu luto: por aquilo que quero muito
eu escrevo: para me dizer, sem falar
eu pinto: para me convencer que não sei pintar
eu ganho: sabedoria todos os dias
eu perco: a cabeça, por viajar
eu confundo-me: quando concluo que nada sei
eu estou: à procura de uma palavra nova
eu fico feliz: quando começo o dia a sorrir
eu tenho esperança: de nunca ficar careca oié
eu preciso: que me gostem
eu deveria: nunca ter embarcado neste monólogo rsrsr
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segunda-feira, março 02, 2009
Para A SalomÉ

Queria ter-te escrito ontem... mas ontem foi dia de festejar. Também não tenho jeito para discursos, sempre me inibe falar em público, mesmo que a audiência seja a nossa tribo...
E afinal era apenas para dizer-te que mãe não é apenas a que nos pariu, mas também a tia que nos ama, que nos embalou, mudou a fralda, pôs bucagel nas gengivas quando os dentitos começaram a chatear. Que enfeitou o nosso cabelo com flores, ajudou a dar os primeiros passos, deu xis apertados e beijinhos nesses teus lindos olhos azuis. Mãe também é a tia que gritou em silêncio no dia em que soubemos da tua doença, e que dia após dia te viu lutar, com uma coragem que nos deu força a dar-te força, a nunca deixarmos de acreditar, a manter a corrente da fé e da esperança.
E aqui estás tu, com 17 anos lindos de morrer, com esse teu sorriso doce que nos inspira e dá luz.
E aqui estou eu, sempre disponível para te ouvir, para dar uma mãozinha quando a aprendizagem da vida te prega algumas partidas e te deixa perturbada.
Conta com o meu amor e dá-me o privilégio de ter o teu.
Parabéns.
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
Beijar? É proibido!
"Contra todas as emoções, os burocratas que gerem a estação de comboios de Warrington, no Noroeste de Inglaterra, proibiram oa passageiros de se beijar. Alegam que o cais é pequeno e muito movimentado e que não há espaço para o romance. ""Se as pessoas quiserem despedir-se dos seus amados, devem estacionar no parque da largada de passageiros"", aconselhou um robótico porta-voz da Virgin Rail".
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Asas

Entraste na minha vida mansamente
hábil, sarcástico, desconcertante,
com um encanto triste e sedutor
invadiste o meu corpo, a minha mente.
hábil, sarcástico, desconcertante,
com um encanto triste e sedutor
invadiste o meu corpo, a minha mente.
Com sons de palavras já usadas
sem por isso perderem seu fulgor,
envolveste meus espaços solitários
nessa teia, nesse jogo, sem pudor.
E com asas de azul de mar pintadas
fazendo-me esquecer mitos, barreiras,
confronto-me, pergunto: e se eu puder,
e surgiram então desassossegos
chuvas de penas brancas endoidadas
e tremeu todo o meu corpo de mulher.
E quando já é hora de partir
e desvias o olhar pra não me ver
apenas com as tuas mãos vestida,
percebo a tristeza nos teus olhos
e sinto-me fraca, tonta, enternecida,
e quero-te então, porque te quero.
.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Procura-se Um Amante
"Muitas pessoas têm um amante, e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm e as que tinham e perderam. Geralmente são estas últimas que vêm ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insónia, apatia, pessimismo, crises de choro, ou as mais diversas dores.
Elas contam-me que as suas vidas correm de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar o tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente a perder a esperança. Antes de me contarem tudo isto, já tinham estado noutros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão"... além da inevitável receita do anti-depressivo do momento. Assim, depois de as ouvir atentamente, eu digo-lhes que elas não precisam de nenhum anti-depressivo. Digo-lhes que o que elas precisam é de um Amante. É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem o meu conselho. Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa destas?!" Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais. Às que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico-lhes o seguinte: Amante é "aquilo que nos apaixona". É o que toma conta do nosso pensamento antes de adormecermos e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso Amante é o que nos mantém distraídos do que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso Amante no nosso parceiro, outras vezes, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no desporto, no trabalho, na necessidade de nos transcendermos espiritualmente, numa boa refeição, no estudo, ou no prazer obsessivo do nosso passatempo preferido...
Enfim, Amante é ""alguém ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "ir vivendo". E o que é "ir vivendo"?
"Ir vivendo" é ter medo de viver. É vigiar a forma como os outros vivem, é o deixarmo-nos dominar pela pressão, andar por consultórios médicos, tomar remédio multicoloridos, afastarmo-nos do que é gratificante, observar decepcionados cada ruga nova que o espelho nos mostra, é aborrecermo-nos com o calor ou com o frio, com a humidade, com o sol ou com a chuva. "Ir vivendo" é adiar a possibilidade de viver o hoje, fingindo contentarmo-nos com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contentem com "ir vivendo". Procurem um Amante, sejam também um Amante e um protagonista da vossa vida...
Acreditem que o trágico não é morrer, porque afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver, por isso, e sem mais delongas, procurem um Amante.
A Psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental:
"Para se estar satisfeito, activo, e sentirem-se jovens e felizes, é preciso namorar a vida."
Texto: Dr. Jorge Bucay
Livro: "Hay que buscarse un Amante"
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
Arief-atxeS
Bastam às vezes pequenos grandes nadas para transformar um dia num Dia Especial.
Palavras e sons tantas vezes ouvidos, que de repente são nossos, se colam à nossa pele, porque se tornam em palavras e sons reinventados só para nós.
Momentos que nos enchem o coração, que nos põem nos lábios sorrisos de ternura, que nos fazem sentir um bocadinho especiais.
Porque sentimos que alguém pensa em nós, antes de pensar em si próprio, que nos enche, nos preenche, que nos fala nos silêncios, que nos acompanha nas saudades e nas ausências.
terça-feira, fevereiro 03, 2009
sexta-feira, janeiro 23, 2009
SEXTA-FEIRA
A cabeça do pessoal é um bocado esquisita! Quando se anda a bulir, a aturar o chato do chefe cinco dias por semana, a treta das filas de trânsito e todas as cenas que se lhe seguem, anseia-se por este mágico dia: Sexta-Feira! Fim de semana pela frente. Claro que a maior parte das vezes esse oásis é apenas uma miragem. Substitui-se o chefe pelo marido, as filas de trânsito pelas do supermercado e ainda sobram aquelas tretas chatérrimas das limpezas, das comidinhas, dos trapos para lavar, dos trabalhos de casa da criançada.
E assim vai-se adiando o projecto da noite livre para abanar, beber um copo, ir ao cinema, ou simplesmente convidar uns amigos para cavaquear e ver aquele DVD especial.
Até que um dia acontece! Algo inesperadamente, uma manhã, acabou-se o chefe, o despertador, os TPC, que os filhos já estão noutra , e uma outra manhã até o casamento que entretanto rebentara pelas costuras.
É então que todos os dias são sextas, sábados, domingos. Todos os dias são mágicos. Reinventa-se uma nova vida, descobrem-se euforicamente mil e uma maneiras de ocupar aquela farturaça de dias, horas, minutos e segundos.
Até que um dia PLOF. Acaba-se a magia, instalam-se novas rotinas e a famosa Sexta volta a ganhar estatuto de dia especial... mas pela negativa.
Porque entretanto os amigos já arrumaram as botas, querem é pantufas e sofá, aquele tal amigo especial não há maneira de aparecer, não se vai beber um copo ou abanar sòzinha sem parecer que se vai pró engate, e até mesmo ir chupar um filmezito da treta sem ter com quem trocar meia-dúzia de comentários fatelas no final, se torna uma seca descomunal.
Assim, por tudo isto, solicita-se seja decretado, com entrada imediata em vigor, que a Sexta-Feira seja abolida da soma dos dias.
.
P.S. - Agradece-se ao sr. ministro que sejam excluídas as Sexta 13. Com um bocado de azar pode ser que esbarre com o carro do supermercado nos calcanhares dum qualquer jeitoso e disponível, leva-se o pequeno às urgências e naquelas, pelo menos, seis horas de espera... quem sabe...
.
.
quinta-feira, janeiro 15, 2009
quarta-feira, janeiro 14, 2009
segunda-feira, janeiro 12, 2009
MemóriaS
Por serem públicas estas páginas não permitem que delas constem os pecados da nossa indiscrição. Não permitem que aqui despejemos tudo o que nos passa pela cabeça, pela memória. A memória, essa neblina frágil, onde as recordações se cruzam, se esfumam, se alteram.
Na contagem final dos nossos dias, apenas vivemos aquilo que conseguimos lembrar...
Que perca ter-se perdido o hábito de escrever. O telefone seria para o que não valesse a pena registar. O resto, o que vale verdadeiramente a pena lembrar, deveria ser escrito. Dia a dia... meia dúzia de palavras de uma hora feliz do nosso melhor amigo... outra meia dúzia com aquela receita que a mãe inventou... mais algumas sobre aquele dia em que nos enterrámos na neve pela primeira vez...
Descrever, escrevendo. Uma novidade, uma pequena emoção, um encontro ou um reencontro. Um diário imenso de todas as vidas que existem dentro duma só vida.
E chegaria então o dia em que, na confusão da nossa senilidade, leríamos. E pareceria tudo novo.
E viveríamos duas vezes.
Na contagem final dos nossos dias, apenas vivemos aquilo que conseguimos lembrar...
Que perca ter-se perdido o hábito de escrever. O telefone seria para o que não valesse a pena registar. O resto, o que vale verdadeiramente a pena lembrar, deveria ser escrito. Dia a dia... meia dúzia de palavras de uma hora feliz do nosso melhor amigo... outra meia dúzia com aquela receita que a mãe inventou... mais algumas sobre aquele dia em que nos enterrámos na neve pela primeira vez...
Descrever, escrevendo. Uma novidade, uma pequena emoção, um encontro ou um reencontro. Um diário imenso de todas as vidas que existem dentro duma só vida.
E chegaria então o dia em que, na confusão da nossa senilidade, leríamos. E pareceria tudo novo.
E viveríamos duas vezes.
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segunda-feira, janeiro 05, 2009
sexta-feira, janeiro 02, 2009
quarta-feira, dezembro 31, 2008
2009
Blá, blá, blá, é uma treta, é um dia como outro qualquer... dizem os que não querem mostrar que sentem.
Porque, lá bem no fundinho, todos desejam.
Desejam não estar sós.
Desejam estar com quem amam.
Desejam vir a ser amados.
Desejam vir a ter alguém a quem amar.
Desejam beijar e ser beijados, abraçar e ser abraçados.
Desejam saúde, boas energias, trabalho, uma casa para viver.
Desejam ser lembrados.
Desejam tão só uma mensagenzita no telemóvel.
Eu desejo.
E desejo por todos os que também desejam e especialmente por aqueles que não querem desejar.
Lembrem, cada dia, todos os dias, como é bom viver e esperar.
Porque, lá bem no fundinho, todos desejam.
Desejam não estar sós.
Desejam estar com quem amam.
Desejam vir a ser amados.
Desejam vir a ter alguém a quem amar.
Desejam beijar e ser beijados, abraçar e ser abraçados.
Desejam saúde, boas energias, trabalho, uma casa para viver.
Desejam ser lembrados.
Desejam tão só uma mensagenzita no telemóvel.
Eu desejo.
E desejo por todos os que também desejam e especialmente por aqueles que não querem desejar.
Lembrem, cada dia, todos os dias, como é bom viver e esperar.
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Natal, e não Dezembro
Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois, somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rasto de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos despojados, mas entremos.
De mãos dadas, talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.
David Mourão Ferreira
numa gruta, no bojo de um navio,
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois, somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rasto de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos despojados, mas entremos.
De mãos dadas, talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.
David Mourão Ferreira
domingo, dezembro 21, 2008
sábado, dezembro 20, 2008
Quem o feio ama...
É a beleza um facto objectivo que se pode medir? Ou tão só uma opinião?
O que é o belo? O que é o feio?
Conceitos subjectivos, pois dependem de quem olha, para quem se olha, de como se olha.
Dependem igualmente do que se valoriza.
Se o que importa é a sedução imediata pelas aparências esteticamente perfeitas ou a crescente atracção pelo pormenor perfeito que se descobre no conjunto imperfeito.
Um azul pintado no olhar. O brincar com as palavras. A ternura emaranhada em sarcasmo. O dar antes de receber.
Ou não passarão estes pormenores, citando Cesário Verde, da poetização do real que graças à imaginação transfiguradora, transpõe uma realidade numa outra, para fugir àquela que o faz sofrer?
quinta-feira, dezembro 18, 2008
a SapatadA
sábado, dezembro 13, 2008
sábado, novembro 29, 2008
AUSÊNCIA
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, novembro 27, 2008
sexta-feira, novembro 21, 2008
terça-feira, novembro 11, 2008
Seduções
MagnoliA
Ela começou a gostar de se chamar a si mesma Magnólia.
Tinha-se habituado a usar o seu nome. O que lhe deram à nascença, sem possibilidade de escolha. Sem nunca verdadeiramente o interiorizar.
Tudo começou pelo aroma. Sempre que entrava naquela casa, que não era a sua, logo se sentia envolvida por ele. Primeiro de uma forma subtil, inconsciente. Mais tarde tão dentro de si que a levou a perguntar. Magnólia: era a essência. Extraída das taças, que assim parecem ser, as grandes flores brancas, perfumadas, que brotam dos ramos das enormes e robustas árvores milenares , das quais tomou o nome.
Magnólia sempre fora impetuosa. Tão impetuosa que nascera sòzinha. Bem que a mãe lhe pedira: -Espera um pouco, deixa que chegue quem te ajude a nascer. Mas ela decidira. Chegara o momento e irrompeu para a vida. Não fora o calor do corpo de onde saira aconchegá-la, até chegar quem cortasse o cordão que a alimentara e fizera crescer , e este teria sido provavelmente o seu primeiro e último impulso.
Magnólia nasceu bem juntinho do solstício de Verão. Prenúncio de dias longos, alegres,ensolarados. Regida por Mercúrio teve um despertar precoce. E desde cedo se mostrou possuidora de grande vivacidade mental e verbal e de uma intuição psicológica que lhe iria dar aquela facilidade em adaptar-se a novas situações. E também causar-lhe alguns dissabores.
Magnólia cresceu e com ela cresceu a afectividade. E também o inconformismo. Era uma fonte de vida, entusiasmo, de curiosidade e de sedução. Sujeita a arrebatamentos, a grandes entusiasmos e paixões. Cedo porém Magnólia concluiu que as realidades são quase sempre diferentes dos sonhos. Descobriria também, a par com as derrotas, que a vida deixa de o ser, sem afectos, sem paixões, sem dor, sem alegria, sem sorrisos, sem ternuras.
E fez partir. E partiu. À descoberta. Porque "O mundo é um espelho. Se sorrires para ele, ele sorrirá para ti."
Tinha-se habituado a usar o seu nome. O que lhe deram à nascença, sem possibilidade de escolha. Sem nunca verdadeiramente o interiorizar.
Tudo começou pelo aroma. Sempre que entrava naquela casa, que não era a sua, logo se sentia envolvida por ele. Primeiro de uma forma subtil, inconsciente. Mais tarde tão dentro de si que a levou a perguntar. Magnólia: era a essência. Extraída das taças, que assim parecem ser, as grandes flores brancas, perfumadas, que brotam dos ramos das enormes e robustas árvores milenares , das quais tomou o nome.
Magnólia sempre fora impetuosa. Tão impetuosa que nascera sòzinha. Bem que a mãe lhe pedira: -Espera um pouco, deixa que chegue quem te ajude a nascer. Mas ela decidira. Chegara o momento e irrompeu para a vida. Não fora o calor do corpo de onde saira aconchegá-la, até chegar quem cortasse o cordão que a alimentara e fizera crescer , e este teria sido provavelmente o seu primeiro e último impulso.
Magnólia nasceu bem juntinho do solstício de Verão. Prenúncio de dias longos, alegres,ensolarados. Regida por Mercúrio teve um despertar precoce. E desde cedo se mostrou possuidora de grande vivacidade mental e verbal e de uma intuição psicológica que lhe iria dar aquela facilidade em adaptar-se a novas situações. E também causar-lhe alguns dissabores.
Magnólia cresceu e com ela cresceu a afectividade. E também o inconformismo. Era uma fonte de vida, entusiasmo, de curiosidade e de sedução. Sujeita a arrebatamentos, a grandes entusiasmos e paixões. Cedo porém Magnólia concluiu que as realidades são quase sempre diferentes dos sonhos. Descobriria também, a par com as derrotas, que a vida deixa de o ser, sem afectos, sem paixões, sem dor, sem alegria, sem sorrisos, sem ternuras.
E fez partir. E partiu. À descoberta. Porque "O mundo é um espelho. Se sorrires para ele, ele sorrirá para ti."
quinta-feira, novembro 06, 2008
Do Amor
Ficou escrito ficou falado ficou contado
ficou até mesmo combinado
não mais nos vermos
não mais nós sermos
inclusivé não termos qualquer contacto
Isso é passado é existência
é o que faz a experiência
E a palavra Nunca
que Nunca acontece
perto de nós desaparece
e até permanece abandonada
Talvez por isso ela seja ou é
Tão pouco utilizada
Resta-me que teremos sempre
momentos nossos embaraços meus
abraços nossos
quiçá até embaraços teus?
e um também possível
encontro de ossos
E quando eu crio assim espontâneo
vem-me à demência um grito insano
Da alegria que é sentir
d'o quanto te quero
d'o quanto te gosto
E apenas sofro quando só lembro
porque razão não me concedes
dizer com força mas carinhoso
dizer apenas
O quanto te Amo
De: IZNOGOOD
ficou até mesmo combinado
não mais nos vermos
não mais nós sermos
inclusivé não termos qualquer contacto
Isso é passado é existência
é o que faz a experiência
E a palavra Nunca
que Nunca acontece
perto de nós desaparece
e até permanece abandonada
Talvez por isso ela seja ou é
Tão pouco utilizada
Resta-me que teremos sempre
momentos nossos embaraços meus
abraços nossos
quiçá até embaraços teus?
e um também possível
encontro de ossos
E quando eu crio assim espontâneo
vem-me à demência um grito insano
Da alegria que é sentir
d'o quanto te quero
d'o quanto te gosto
E apenas sofro quando só lembro
porque razão não me concedes
dizer com força mas carinhoso
dizer apenas
O quanto te Amo
De: IZNOGOOD
quarta-feira, novembro 05, 2008
It's Time Obama

Em 28 de Agosto de 1963, na marcha não-violenta organizada em prol da Vida, da Liberdade e contra toda a espécie de Racismo, Martin Luther King, Jr., finalizou o seu discurso dizendo "I have a dream".
Parte do seu sonho de então é a realidade de hoje. Mas é ainda tão longo o caminho a percorrer.
E tu Barack Hussein Obama II? Do you also have a dream?
Veremos onde os teus sonhos te levam.
And if "You Can".
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terça-feira, novembro 04, 2008
quinta-feira, outubro 30, 2008
A Espera
Entre quatro paredes densas, protectoras,
em noites povoadas de sonhos não lembrados
há esperanças de alvoradas promissoras,
de dias perfumados com aromas de esperança,
de vozes sussurrando poemas de amor inacabados.
E sem pousar no chão os pés me levam
às planícies imensas de areais dourados,
ao vai-vem eterno de ondas pregueadas,
na garupa sedosa de Pégasos encantados,
na espera de um dia próximo encontrar
nos desertos deste mundo enganador,
a recompensa tão esperada da verdade,
e com ela resguardada no meu peito, viver,
sem prazo, sem tempo, o que o tempo me ofertar.
em noites povoadas de sonhos não lembrados
há esperanças de alvoradas promissoras,
de dias perfumados com aromas de esperança,
de vozes sussurrando poemas de amor inacabados.
E sem pousar no chão os pés me levam
às planícies imensas de areais dourados,
ao vai-vem eterno de ondas pregueadas,
na garupa sedosa de Pégasos encantados,
na espera de um dia próximo encontrar
nos desertos deste mundo enganador,
a recompensa tão esperada da verdade,
e com ela resguardada no meu peito, viver,
sem prazo, sem tempo, o que o tempo me ofertar.
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segunda-feira, outubro 27, 2008
sábado, outubro 25, 2008
E Ela dançou
Acordou-a o violino da Sarah Chang tocando Air de Bach. Abriu os olhos e a melodia continuou a rodeá-la, a pairar em seu redor.
Os saltos de alegria do seu inseparável amigo, fizeram-na despertar. E só então percebeu o silêncio que a envolvia. Percebeu que era dentro de si que a música se fazia.
Levantou-se de um salto, cheia de mágicas energias renovadas, de juventudes trazidas pelo ar, que nessa manhã gloriosa, banhada por um sol morno de outono, invadiam o seu ser.
E dançou.
Olhou em redor e todas as coisas à sua volta tinham ganho vida, novas melodias, novos significados.
E ela agradeceu.
Agradeceu a vida, o querer viver, o poder amar.
.
quarta-feira, outubro 22, 2008
A MentirA

Mente-se, porquê?
Sermos educados em ambiente católico, habitua-nos desde sempre a ouvir: - Mentir é pecado.
Pecado. Sinónimo de ida directa para o Inferno, a menos que haja arrependimento e vontade de não prevaricar.
Felizmente que a par dessa educação intimidatória, tinha-se também aquela outra que se adquiria pelo exemplo e pela palavra daqueles que nos deram vida e amor, que nos ajudaram a crescer e nos prepararam para a vida.
Hoje, com um bocado de sorte, ensina-se que mentir é feio. Raramente se explicam os motivos dessa fealdade.
Porque pode prejudicar, porque pode ser cruel, porque é concerteza desleal.
A mentira banalizou-se. É praticada com tanta frequência e com tanto à-vontade que perdeu completamente o sentido de coisa errada.
Mente-se descaradamente, esfarrapadamente, mente-se por que dá jeito, mente-se porque se tornou um hábito, mente-se por insegurança, por auto-defesa, mente-se a maior parte das vezes para conseguir obter aquilo que não seria possível alcançar sem mentir.
A mentira pode tornar-se numa dependência. Saber que se está a mentir e não conseguir controlar essa necessidade, porque muitas vezes se acabou por perder a noção do que é real e do que se arquitectou na mentira. Daquilo que se é na realidade, para passar a ser aquilo que se fantasiou ser.
Quando se mente compulsivamente perde-se por completo a saúde mental. Vai-se criando uma teia, cada vez mais intrincada, que acabará por se tornar num caminho sem saída.
Diz o povo que "a mentira tem pernas curtas" que "se apanha mais depressa um mentiroso que um coxo".
E isto porquê? Porque afinal não é assim tão difícil para cada um de nós ser um detector de mentiras.
Como para quase tudo, é uma questão de prática, da leitura atenta de pequenos sinais, que acabam por se tornar repetitivos.
Uma expressão do rosto, uma alteração do tom de voz, uma manifestação deslocada de nervosismo, um desvio do olhar, uma necessidade exagerada de justificar uma frase ou uma atitude.
Claro que depois há os profissionais. Os especialistas na arte da camuflagem. Em relação a esses o melhor é rezar para não lhes cairmos nas malhas.
Mas se acontecer, não desesperemos. É só esperar que a mentira não tenha feito muitos estragos. E que a verdade chegue!
P.S. - Aqui só para nós, às vezes uma mentirinha, daquelas que não prejudicam ninguém, até que sabe bem, não é?
domingo, outubro 19, 2008
Amor
Na luz ténue, irreal, da madrugada
queria poder dizer-te,
não vás.
Queria que sentisses,
que soubesses.
Queria ser o mar, a falésia,
a quem abraças com o teu olhar.
E nesse abraço
Esperar.
Queria ser as pedras, as conchas,
com quem te perdes no tempo,
e nesse tempo
Ficar.
Tempo sem tempo
que tudo sabe,
até aquilo que não sei.
Que tudo ensina a perceber.
E eu.
Que só sei o que hoje penso.
Que um dia irás.
E nesse tempo sem tempo
ficará a saudade,
a ternura,
tudo o que ficou para trás.
Ficará o Amor que não se esquece .
E aquilo que te dei ,
e que será sempre teu.
sábado, outubro 18, 2008
quinta-feira, outubro 16, 2008
O Mundo Está de Tanga?

Pois é.
Revi ontem à noite aquele filme com o Mel Gibson - "Conspiracy Theory". O homem vivia numa paranoia total, vendo conspirações em tudo e em todos.
Seria? Paranoia?
Seria? Paranoia?
E digo isto porquê?
Por causa da crise na aldeia global, claro!!! Esta absolutamente inqualificável porra de crise, salvo seja, está a destrambelhar completamente o sistema nervoso ao pessoal e o que é pior a encarquilhar completamente a nossa já tão minguada bolsa.
Mas o pior mesmo é a simultaneidade.
Queres estar informado? Queres auscultar se os tostanitos da reforma, por enquanto depositados no banco, não correm perigo de se esfumarem?
Não tens outra hipótese!
Tens que chupar com a fronha do Jorge!
Queres ter uma vaguíssima ideia se a seguradora se vai aguentar à bronca, "segurando" os tostanitos do PPR?
Chupas com o Jorge! Ele é Jorge, Jorge, Jorge ao pequeno almoço, almoço e jantar. De tanto se cruzarem, a crise com o Jorge e o Jorge com a crise, fizeram curto circuito dentro da minha caixa craneana.
E se for?
Como é que esta droga de conjuntura se agudizou? - Com a escalada alucinante do preço do "ouro negro".
Será que a dita teve alguma coisa a ver com a chamada "Ocupação do Iraque"?
Eh pá, pensa lá. Quem é que deu a cara à coisa? O Jorge, claro.
Nah!!!!! Aquela amostra de cérebro não tinha estaleca para tanto. Será que a ajuda do Toni, do Silvio e do Zé Maria foi determinante?
Também não me parece.
Hum, isto deve ser coisa dos gajos do "Clube dos Poderosos".
Mas isso é porreiro. Se for assim estamos safos. Temos lá o Zé Manel a prestar vassalagem.
Agora por Zé Manel. Quem é que disse: "Indiscutivelmente o pior primeiro ministro na recente história política. Mas será o nosso homem na Europa".
Raio de memória. Bem, pode ser que, enquanto passo a roupita a ferro, me lembre.
Pensa na cara, naqueles oculinhos de massa preta. Voilà: foi o Henrique Alfredo de braço dado com os Fellowrocks.
Bem me queria parecer que não valia a pena estarmos muito preocupados. Isto está tudo feito.
Pelo meio das veredas sinuosas destas crises são sempre os mesmos que se safam . Os outros que se lixem.
Afinal até dá jeito haver por aí uns países à beira da bancarrota. Lá terão que pedir umas coroas ao FMI e livrá-lo da falência anunciada.
Eh pá! Não volto a ver filmes de conspirações antes de ir para a cama. Fico com alucinações.
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