domingo, setembro 28, 2008
Para ti, palavras de antes e de hoje
1976 . Fevereiro
Olha, camarada.
Sabes o que ela me deu?
A noção do poema,
o amor sem contrastes violentos.
Talvez por isso
o ter dado a César o que César mereceu
e a mim
o peso da terra.
Dia para Luíza....
Se fosse mágico inventaria a chuva,
os rostos desolados, a grande cidade tristeza.
Assim, deserto,
invento uma paisagem de animais de Verão,
brinco com Chico, Betânia,
adivinho a erva fresca da manhã,
os amantes navegando à contra-luz,
as conversas hábeis que constrois.
Depois, sonho,
rasgo a terra com o teu sorriso-brisa,
e sei-te mulher,
nesse teu jeito de beberes a vida,
com esses olhos,
sàbiamente insubmissos.
Manel (Fev.1976)
sábado, setembro 27, 2008
Goodbye Paul Newman
terça-feira, setembro 23, 2008
A Carta de Um Homem (Sobre as Mulheres)
Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção. Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual. Isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas. As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas..... Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As muito magrinhas que desfilam nas passarelas seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays, e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são muito retas e sem formas, e parecem agredir o corpo maravihoso das mulheres. Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato são equivalentes a mil viagras. A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa... sem graça. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor. As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas. Por que razão as cobrem sempre com calças longas? Para que as confundam connosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras, e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão, e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão. É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulímiaca e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranquila e cheia de saúde. Entendam de uma vez! Procurem agradar a nós, e não só a vocês; porque nunca terão uma referência objectiva, do quanto são lindas e maravilhosas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é simplesmente linda! As jovens são lindas... mas as de 30 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por Karina Zzocco, Eva Longaria, Angelina Jolie ou Demi Moore, somos capazes de atravessar o Atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas, que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto, uma mulher de 45, que entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento, ou está se auto-destruindo. Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio, alegres, e que sabem controlar sua natural tendência à culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se sabota e não sofre); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza. Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol', nem em Spa... viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos. Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se! A beleza é tudo isto. Tudo junto!
Assinado: UM DESCONHECIDO
P.S.- Obrigada à Inês
AOS bons MOMENTOS
É nestas alturas que os amigos do peito estão sempre presentes, nem que seja em pensamento.
Para festejar a saída da crise, aqui vai para todos eles, com uma dedicatória especial para aquela que está perto da fonte.
À nossa.
domingo, setembro 21, 2008
quarta-feira, setembro 17, 2008
segunda-feira, setembro 15, 2008
sexta-feira, setembro 12, 2008
Anúncio Classificado
PRECISA-SE URGENTE
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sexta-feira, setembro 05, 2008
Telas
quinta-feira, setembro 04, 2008
Lágrimas do céU
Tinha-te pedido que viesses.quarta-feira, setembro 03, 2008
Silêncio (estado de quem se abstém de falar)

sábado, agosto 30, 2008
Ás de Copas

Quando o corpo se quer tão ignorante
Tão indomável tão independente
Espaço de veredas sinuosas
Carentes surdas patéticas
Caminho de sonhos quentes
De memórias difusas incompletas
Que teimam parecer realidades
De hoje de ontem e de sempre
Porque o corpo sabe que a vida não se esquece
Teima em não ouvir tuas verdades
Crueis frias talvez certas
E pede o corpo ao sonho que regresse
Que o deixe viver a gloria embora efémera
De loucuras de amor reinventadas
crOniCas de ViAgem
Algures , na esplanada do café Flamingo, parámos para refrescar e tentar comer um pastel com recheio de aspecto duvidoso e altamente picante - o pequeno almoço no AL AMINA composto de pão duro e yogurte de banana deixara-nos a meio-pau -. Recebi então a primeira e mais poética de muitas ofertas pela mão da filhota de olhos azuis - vinda de Mouhamed, o nosso guia - : um cavalo árabe.
sexta-feira, agosto 29, 2008
Em Nome do Amor

segunda-feira, agosto 25, 2008
crOniCas de ViAgem
Este destino, no Norte de Africa, proporcionou-me logo à chegada, já noite escura, sensações físicas absolutamente extraordinárias. Imaginei-me, completamente vestida, a ser passada a ferro, a roupa escaldante a colar-se às pernas, às costas, ao peito... a boca aberta engolindo uma golfada de ar quente, pesado e húmido. Não, não foi aterrador foi simplesmente... inesperado e diferente.
terça-feira, agosto 12, 2008
terça-feira, agosto 05, 2008
sábado, agosto 02, 2008
Bon Jovi (não resisti à foto)
sexta-feira, agosto 01, 2008
hÁ áGUa Em mARTe

segunda-feira, julho 28, 2008
domingo, julho 27, 2008
exPLodE cORaçAO
Cá está. É sempre tempo de mudar de idéias,de opiniões, de dar segundas oportunidades.
sexta-feira, julho 18, 2008
pRAia mARia lUisA
Olá meu espaço, que saudades de estar por aqui. Sabes que isto de férias de praia e pc de empréstimo, não é fácil. Hoje fiquei umas horitas sozinha. Acho que já precisava. Prescindi voluntariamente da praia matinal, em favor deste tempinho a sós com os meus pensamentos. Está imenso calor e estar aqui na semiobscuridade - a luz lá fora é tão brilhante que o céu parece branco - escrevinhando ao acaso, é tão bom - talvez melhor? - como mergulhar na pequena ondulação que restou do levante, o mesmo que nos brindou com águas quentes e noites cálidas. Estão noites de luar de lua cheia, e a "minha praia " fica linda banhada pela sua luz leitosa. É com ela, a minha amiga de tantas noites , que consigo falar sem palavras . A quem peço ajuda para perceber e aceitar este sentimento manso e triste de solidão, que aparece de rompante, que teima em ficar, que me faz sentir sòzinha no universo. É a ela que falo dos meus anseios, dos desassossegos da minha alma, dos sentimentos que me rebentam o peito, pedindo para serem libertos, aceites, partilhados. Estou a reler a "Profecia" (não foi certamente coincidencia estar ali bem na minha frente no escaparate da livraria por onde me passeei antes de vir). Escancaro a minha alma para que as energias cósmicas me inundem. Deito-me nas antigas pedras do mar e deixo que elas façam parte de mim. E eu delas.
quinta-feira, julho 10, 2008
O Cortejo Ingénuo dos Nossos Sonhos

Não desenhamos uma imagem ilusória de nós próprios, mas inúmeras imagens, das quais muitas são apenas esboços, e que o espírito repele com embaraço, mesmo quando porventura haja colaborado, ele próprio, na sua formação.
Qualquer livro, qualquer conversa, podem fazê-las surgir. Renovadas por cada paixão nova, mudam com os nossos mais recentes prazeres e os nossos últimos desgostos. São contudo bastante fortes para deixarem em nós lembranças secretas, que crescem até formarem um dos elementos mais importantes da nossa vida: - a consciência que temos de nós mesmos, tão velada, tão oposta a toda a razão, que o próprio esforço do espírito para a captar, a faz anular-se.
Nada de definido, nem que nos permita definir-nos; uma espécie de potência latente...como se houvesse apenas faltado a ocasião para cumprirmos no mundo real os gestos dos nossos sonhos; conservamos a impressão confusa, não de os ter realizado, mas de termos sido capazes de os realizar. Sentimos esta potência em nós, como o atleta conhece a sua força sem pensar nela. Actores miseráveis que já não querem deixar os seus papéis gloriosos, somos, para nós mesmos, seres nos quais dorme o cortejo ingénuo das possibilidades das nossas acções e dos nossos sonhos.
André Malraux, in 'A Tentação do Ocidente'
segunda-feira, julho 07, 2008
domingo, julho 06, 2008
Pôr-do Sol

Foi esse sentimento de obra feita que deixei reentrar em mim, que deixei que alagasse a minha alma expulsando dela pensamentos derrotistas, sentimentos de amargura e de perda. Nós somos natureza, em nós nada se perde, só temos que dar um tempo para que aquilo que foi mau se transforme em bom, para que a nossa memória retenha os momentos positivos, deixando que os outros, os que queremos esquecer, se esfumem no tempo.
sexta-feira, julho 04, 2008
quinta-feira, julho 03, 2008
hoje estou triste
Deu-me a canseira de ser corajosa, alegre, optimista, de esquecer o que não deve ser lembrado e chorei uma última vez pelo tempo perdido a amar quem não merecia ter sido amado, pelo tempo perdido a transformar em realidades sonhos que acarinhei como se fossem meus.
Amanhã nascerá um novo dia.
Voltarei a sorrir e a esperar.
segunda-feira, junho 30, 2008
domingo, junho 29, 2008
Amizade

Mas perder a tua Amizade, dói.
sábado, junho 28, 2008
CastanholaS


Sempre tive uma fixação por castanholas. Não sei explicar porquê. Quando era miúda e ia passar férias à Beira Alta, à aldeia raiana do meu pai, havia um contrabandista que todas as semanas atravessava a fronteira a salto trazendo, mais ou menos a pedido dos habitantes da aldeia, toda a espécie de produtos alimentares e não só. Lembro-me de ter pedido à minha mãe para ele me trazer umas castanholas e lembro também o esforço inglório, diga-se de passagem, que fiz durante meses para tentar "castanholar". E com esse insucesso ficou por aí o meu interesse pelo flamenco, estilo musical fortemente influenciado pela cultura cigana.
Muitas "vidas" depois, numa viagem de trabalho, voltei a encontrar-me com as castanholas numas Cuevas em Madrid. Lembro-me de ter ficado na altura de certo modo impressionada pela voz rouca e expressiva da "cantadeira", que transmitia sentimentos fortes de desespero, luta e esperança.
Não me fascinou.
Resolvi ontem aceitar o convite de amigas e fui assistir ao "Tiempo Muerto", do intitulado "enfant terrible" do flamenco espanhol, Rafael Amargo, cujo vedetismo não me impressionou de nenhum modo especial.
Gostei da veterana "cantadeira" do grupo e das suas castanholas (o velho sonho) e também do sapateado protagonizado por duas das bailarinas.
Continuo a não me sentir fascinada.
terça-feira, junho 24, 2008
aMOr E sEXo
Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão,
Sexo é pagão,
Amor é latifúndio
Sexo é invasão...
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é Carnaval.
Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom...
Amor é do bem...
Amor sem sexo, é amizade
Sexo sem amor, é vontade
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois
Sexo vem dos outros, e vai embora
Amor vem de nós, e demora
Amor é isso,
Sexo é aquilo,
e coisa e tal...
e tal e coisa...
Ai o amor....
segunda-feira, junho 23, 2008
domingo, junho 22, 2008
PAIXÃO
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Porque sem ti morro ao invés de viver
Porque só tu me fazes acordar a cantar
És tu que fazes meus olhos brilhar
Quem põe as folhas do choupo a dançar
Que me lembra que é bom sorrir
Não me deixes Paixão
Sem ti o mar deixa o seu encanto partir
Sem ti não há estrelas nem luar
Sem ti como dar esperança a quem já a perdeu
Como vou sorrir a quem já não sorri
Tu és a minha musa a minha inspiração
Ensinas-me o esquecimento e o perdão
Sem ti Paixão sou nada
Tu és arte és cor és aroma és coração
Viver sem ti é viver em vão
Não me deixes Paixão
sexta-feira, junho 20, 2008
quinta-feira, junho 19, 2008
Adorava Que Ganhassemos Este Jogo

sexta-feira, junho 13, 2008
Horóscopo, Europeu e Geneve
Eu vou dando quando calha.
E às vezes, quando aparece alguma coisa que me convém, guardo-a como certeza, como naquele dia já há uns anitos atrás, em que para o meu signo vaticinavam "Todos os anos deverá visitar um local onde nunca tenha estado".
Dito e feito.
A partir daí, cumpro religiosamente esse mandamento, não vá acontecer-me alguma coisa de ruim, que por lapso de escrita tivesse falhado no dito horóscopo, caso não cumpra o predestinado.
Como a Patagónia vai tendo que esperar, cá vim até Geneve, em tempos de Europeu.
Tirando os simples factos de não se ver lixo no chão (se deitares a beatita pela janela fora e os "flics" toparem, fazem-te sair do carro para a apanhar), não se ouvir buzinas (senão levas com uma multa), ninguém ultrapassar os limites de velocidade (há tantos radares que isso se torna impossível sem receber o "bilhetinho" em casa), parecia que não tinha saído de Lisboa, tantas eram as janelas enfeitadas com bandeiras verde -rubras.
Embora Lisboa não tenha um lago imenso a quem abraçar, não esteja cercada de montanhas salpicadas de neve em finais de Primavera, nem seja tão verde que nos esquecemos que as as outras cores existem, não será esta cidade que me fará esquecer-te.
Para ti voltarei de boa vontade no próximo Domingo.
quarta-feira, junho 11, 2008
A CRISE

PORTUGAL!!! PORTUGAL!!!!!
domingo, junho 08, 2008
gAL cOSTA
Eu sei que vou-te amar
Por toda a minha vida eu vou-te amar
E em cada despedida eu vou-te amar
Desesperadamente eu sei que vou-te amar
Ribeira d'Ilhas
sábado, junho 07, 2008
sexta-feira, junho 06, 2008
INSEGURANÇAS

Naquele primeiro minuto em que engolimos a primeira golfada de ar e nos sentimos envolvidos por um mundo hostil, barulhento, tremendamente luminoso...
Naquele primeiro minuto, começou a nossa insegurança.
E vai ser assim, dia após dia, para o resto das nossas vidas.
Insegurança no primeiro dia de infantário, em que nos forçam a largar a mão protectora, e nos deixam orfãos, agarrados ao ursinho de peluche.
Insegurança no primeiro dia de escola, insegurança quando, acabados de ser crianças, já temos que decidir qual o nosso projecto de vida.
Insegurança quando enfrentamos a primeira entrevista para o primeiro emprego.
Insegurança nas nossas capacidades que ainda não foram postas à prova.
Insegurança porque somos gordos, insegurança porque somos demasiado magros, insegurança porque temos namorado - e será que vai dar certo? - insegurança porque não temos - será que o erro é meu?
Insegurança porque estivemos doentes - será que estamos curados?
quinta-feira, junho 05, 2008
quarta-feira, junho 04, 2008
estados de Alma

hoje é quarta-feira, e o vento substituiu a brisa matinal e as folhas, já adultas, do choupo dançam enlouquecidas e empurram para dentro do quarto reflexos de luz e de azul do céu...
- Anda dançar, hoje é quarta-feira
mas o corpo estendido, quebrado pela insónia, não responde
e pela janela entreaberta entra o vento de rompante...
- Dança connosco, hoje é quarta-feira
e a voz sem sair do corpo,disse...
- Diz-me vento, como é que um corpo dança, quando a alma não consegue dançar
e a luz saiu, e atrás foi o azul do céu e por último partiu o vento sussurrando...
- Mas...hoje é quarta-feira
terça-feira, junho 03, 2008
TatuagenS

Não é muito vulgar encontrar cinquentões com brincos pendurados no nariz, argolas no umbigo ou bolas atravessando a lingua de lado a lado. Também não se vêm por aí cotas com cortes de cabelo tipo índio moicano, pintados com as cores do arco-iris.
Já no que se refere às tatuagens, a coisa muda de figura.
Quando chega o calor, e o pessoal começa a pôr o corpinho ao léu, não é raro verem-se, eles e elas, já entradotes, exibindo a sua tatuagenzita, mais ou menos discreta, em sítios estrategicamente escolhidos.
Confesso que ver corpinhos tatuados de alto a baixo, tipo maçon no topo da hierarquia, me causa um certo incómodo, mas uma tatuagenzinha, ali bem na zona lombar, não sei não...
Para quem não tem horror às agulhas....claro.
segunda-feira, junho 02, 2008
domingo, junho 01, 2008
Para o Álvaro Ruas
E vi novamente o teu rosto, sempre plácido e sorridente, vi o teu cabelo forte, grisalho, quase branco, a tua figura enorme e inconfundível e ouvi as tuas graçolas que conseguiam tornar comestíveis as intragáveis manhãs de segunda-feira.
Lá estavas sentado à secretária, naquela sala do 1º andar do velho Beco, soprando as asas que as formigas tinham deixado para trás durante a noite, e gracejando que para proteínas já chegavam as do galão e da sandes de fiambre, trazidas pelo César.
Vejo-te de lápis na mão, misturando os traços a que tão bem davas vida (a propósito de tudo e de quase nada), com ETA's e Deadweight's.
Tiveste a coragem, que muitos gostariam de ter tido, de trocar a segurança por um sonho. E transformaste esse sonho em telas.
E elas povoam as nossas casas, e tu continuas nelas, e assim vamos matando a saudade.
Até um dia Amigo.
sábado, maio 31, 2008
ZombariaS
ANTÓNIO ALEIXO

Poeta Popular (1899-1949)
Forçam-me, mesmo velhote,
de vez em quando a beijar
a mão que brande o chicote,
que tanto me faz penar
Porque o mundo me empurrou,
caí na lama, e então,
tomei-lhe a cor, mas não sou
a lama que muitos são
Sei que pareço um ladrão...
mas há muitos que eu conheço
que, não parecendo o que são,
são aquilo que eu pareço
O mundo só pode ser
melhor do que até aqui,
quando consigas fazer
mais p'los outros que por ti!
Para não fazeres ofensas
e teres dias felizes,
não digas tudo o que pensas,
mas pensa tudo o que dizes
sexta-feira, maio 30, 2008
quinta-feira, maio 29, 2008
DERBY

Estádio Nacional - Meados da década de 50
Jogava-se naquele domingo mais uma final da Taça de Portugal, entre os rivais de sempre, Benfica-Sporting. Desde manhã cedo que se viam chegar magotes de pessoas, famílias inteiras carregadas de cestas atafulhadas de pastelinhos de bacalhau, tachos de arroz de tomate, embrulhados em papel de jornal para se manterem quentinhos, o indispensável garrafão de vinho e também, que não se faziam piqueniques todos os dias, um ou outro pão-de-ló que as avós faziam de véspera. A grande maioria tinha partido bem cedo da Praça do Comércio, e feito a viagem até à Cruz Quebrada no Eléctrico 15B, aberto de alto a baixo ,de bancos corridos, com estores às risquinhas, deixando entrar a brisa do rio e o calor dos primeiros raios de sol daquela manhã lindissima de Primavera.
Respirava-se um ar de festa nas matas do Estádio Nacional. A criançada aproveitava o dia inesperado ao ar livre para correr e subir às árvores, enquanto as mães estendiam as mantas, onde depois punham a toalha e os pratos de esmalte, gritando à pequenada que estava na hora de almoçar, que o jogo iria começar em breve, que os homens, ansiosos pela jogatana, já tinham abalado para encontrar o melhor lugar, mesmo à beira da ribanceira fronteira ao estádio, de onde esperavam poder assistir ao derby sem pagar bilhete, que de qualquer forma não poderiam pagar sem cortar no bife que já só comiam uma vez por festa, que os tempos à época eram difíceis.
Por esta altura, ainda a atmosfera era de bucólico sossego, embora lá para a frente alguns mais excitados já tivessem começado a envolver-se em despiques de vocabulário menos próprio para ouvidos mais sensíveis.
Em algumas das mantas que tinham servido de mesa, dormiam crianças esgotadas pela correria e pelo ar puro, enquanto mães e avós faziam renda conversando provavelmente sobre as coisas da vida.
Foi então que, de repente, estalou a confusão e o pânico, com a GNR a cavalo a investir contra o povoléu desprevenido que via o jogo à revelia, atravessando a mata a galope, distribuindo cacetada, as mães gritando pelas crianças e arrastando-as pela ribanceira abaixo enquanto os mais velhos puxavam as mantas onde se misturavam restos de arroz de tomate com pedaços de pão-de-ló, ao mesmo tempo que tentavam com os olhos encontrar o resto das famílias, com quem iriam regressar a casa, provavelmente discutindo, com as mulheres amaldiçoando a hora em que se tinham deixado levar pela conversa envenenada do passeio às matas do Estádio Nacional.
ImAgInE
E o que é a vida sem sonhos???
Obrigada ao anónimo pela memória.
quarta-feira, maio 28, 2008
HOLOCAUSTO
...Esta semana o Reino Unido removeu o Holocausto dos seus currículos escolares, porque "ofendia" a população muçulmana, que afirma que o Holocausto nunca aconteceu...
Com o Irão, entre outros, a sustentar que "o Holocausto é um mito", torna-se imperativo lembrar o que disse o General Dwight D. Eisenhower (supremo comandante das Forças Aliadas), quando encontrou as vítimas dos campos de concentração nazis:
"Que se tenha o máximo de documentação- façam filmes - gravem testemunhos - porque, em algum momento ao longo da História, algum idiota se vai erguer e dirá que isto nunca aconteceu."
terça-feira, maio 27, 2008
sábado, maio 24, 2008
FoToS dE ViAgEm - IrLaNdA
Irlanda do Norte
A absoluta e maravilhosa invulgaridade deste local e o primor de regularidade das suas colunas de basalto fizeram desta "Calçada do Gigante" tema de muitas lendas.
A minha preferida:O gigante Finn MacCool (chefe dos Fianna, grupo especial de tropas, que defendia a Irlanda de inimigos estrangeiros) construiu este caminho sobre o mar, para raptar a sua amada, que vivia na Ilha de Staffa, na Escócia, onde existem colunas idênticas.
Montanha Sagrada de St. Patrick
República da IrlandaEsta montanha de quartzito, brilhante em dias de sol, tem uma história de adoração pagã desde 3000 a.C.. Diz-se que em 441 d.C. St. Patrick (o santo nacional), passou 40 dias na montanha a jejuar e orar pelos Irlandeses.
Pelos vistos, valeu a pena. A Irlanda deixou-nos a cauda da Europa e vai de vento em popa.
O Glorioso

Mesmo não sendo já sofredora nem espectadora assídua dos jogos do meu clube, ele será sempre o SLB do meu coração, e malgrado as "águas turvas" onde há muito tempo se move, "mordo" a quem diga mal dele.
Ouvi há pouco nas notícias a confirmação de que já tem novo treinador.
Quique Flores, jovem, "boa pinta" (que os olhos também gostam de apreciar), discreto nas suas promessas, gostei da sua frase: "Vamos trabalhar com a paciência necessária para conseguir o máximo".
Parafraseando uma amiga, "a paciência requer muita prática".
Vamos ter paciência e esperar que desta vez os ventos sejam favoráveis.
sexta-feira, maio 23, 2008
quarta-feira, maio 21, 2008
Para Um Bravo Que Também É Leal

Mãos
Com as mãos se faz a paz e com as mãos se faz a guerra.
As mesmas mãos que nos aguardam, que nos amparam ao nascer,
Mãos que protegem, que aconchegam ao peito
Mãos de mulher, de homem, de criança
Mãos que tocam, que envolvem, que confortam
Mãos que salvam
Mãos que forçam um coração a bater
Mãos que dão a vida
Mãos que tiram a vida, mãos que forçam a vida a parar
Mãos na nuca, procurando um abraço
Mãos quentes, que percorrem as veredas de um corpo fazendo-o estremecer
Mãos frias, vazias de esperança
Mãos de criança, brincando com a areia
Mãos de amigo, em hora de incerteza
Mãos pretas, brancas, amarelas
Mãos rugosas, curtidas pelo mar
Mãos calejadas de trabalhar a terra
Mãos de bébé, macias como pétalas de rosa
Mãos que forçam um sorriso, mãos que enxugam uma lágrima
Mãos de ontem, mãos de hoje
Vamos andar pela vida de mãos dadas, unir as nossas mãos, olhar para o céu
E sorrir...
segunda-feira, maio 19, 2008
LISBOA-Assim se Chama a Minha Cidade

Olisipo, assim a apelidaram quando nasceu de uma "citânia", localizada a norte do actual Castelo de S. Jorge, sítio encantado, deixado ali no alto da colina para que, como que suspensos nas suas muralhas, nos seja permitido enamorar por Lisboa.
Como é linda esta minha cidade, que vejo e revejo, sem nunca me cansar, há mais de meio século.
Quando a olho com olhos de menina, lembro-a a acordar com os seus pregões matinais: "Quem quer figos, quem quer almoçar", "Ó viva da costa", "Olhá fava rica".
Lembro as colchas nas janelas e as pétalas soltas pelo chão, em dias de procissão da Senhora da Saúde.
Lembro a Mãe dizer: Vai chover!, sempre que a flauta de cinco tubos, soprada pelo "amolador à porta", se fazia ouvir lá no alto do sexto andar do prédio pombalino, onde morávamos.
E lembro os cheiros, lembro o aroma das castanhas assadas "quentes e boas" apregoadas "é croa a dúzia", lembro o odor a maresia trazido pela brisa, como se o rio abraçasse o mar e os dois enlaçados nos entrassem pelas águas furtadas(furtadas a quem? perguntava quando explicavam que furtar era o mesmo que roubar), lembro a miscelânea de cheiros do Mercado da Ribeira, ora delicados e doces no jardim encantado das flores, ora fortes e a lembrar o mar, nas bancadas do peixe acabado de pescar. Lembro o cheiro a fruta madura, lembro as cerejinhas que a Dª Rosa sempre metia na minha mão pequenina para "entreter até chegar a casa".
Lembro ainda o "eléctrico operário", com bilhete de ida e volta a oito tostões, que me levava, já mocinha, ao Liceu Rainha Dª Leonor na Junqueira, sempre de alfinete na lapela (posto pela minha Avó), que servia para desencorajar os encostos dos mais atrevidos.
Lembro-te minha cidade.
Troquei-te há uns anos por um qualquer suburbio igual a tantos outros, mas voltei e espero ficar. Espero continuar a ver-te, todos os dias, até os meus olhos verem.
E continuar a amar-te.
AdOrO a MoDeStIa DeStE hOmEm
domingo, maio 18, 2008
Assim Dizia o Poeta















